Sobre o último ano.

O que vocês irão ler hoje, é uma carta que escrevi para mim mesma em Junho de 2016. Era o último dia de aula do primeiro semestre, e eu já começava a sentir toda a pressão psicológica do ENEM sobre minha cabeça. Me sentia cansada, por um semestre longo e cheio de acontecimentos; porém também me sentia feliz. Feliz pois já estava quase ao final dessa jornada que é a escola, e também porque me sentia com uma paz interior por todas as minhas realizações.

A ideia veio do nosso professor de redação, que disse achar interessante que nós fizéssemos isso, como uma maneira de verbalizar todas aquelas conversas internas que temos. Claro que, de cara, amei e escrevi a minha:

Seis meses. Vinte e sete semanas. Cento e oitenta dias. 4320 horas. Muito tempo? Aproximadamente 1000 horas gastas na escola, 360 estudando à noite, quando sobrava tempo, 2000 para dormir (afinal, não sou um zumbi). Restaram cerca de 960 horas, que poderiam se dividir entre os 30 dias de férias de janeiro, e os finais de semana em que aproveitei para atualizar a série. Cansativo? Talvez. Vale também levar que levei cerca de dez minutos calculando todas as informações acima, e que, infelizmente (opa olha só, demonstração de opinião por meio de um adverbio de modo), eu não tenho como calcular o que tu vai passar nesse segundo semestre, embora tenha certeza de que vamos passar por esses meses restantes com sucesso.

Mas enfim, o foco aqui não é prever o futuro, mas sim falar um pouco sobre esse período de agora. Foram seis meses de muitas mudanças. Seis meses em que pude ver o mundo de uma maneira completamente diferente do que vi durante o resto do ensino médio (talvez da vida toda). Seis meses em que me descobri uma pessoa completamente diferente do que eu pensava, e passei a respeitar mais as outras pessoas também. Seis meses sem brigar com … (você sabe que isso é uma vitória). Seis meses em que amadurecemos, olhamos para os problemas do passado e pudemos rir de nossa ingenuidade. Seis meses em que FINALMENTE resolvemos tentar (e ainda tentando) parar de julgar tanto, o que nos permitiu nos abrir para novas amizades. Seis meses de mudanças a cada um desses 180 dias passados.

Também foram meses difíceis, não dá pra negar. Muitas cobranças, distrações, pensamentos errados, perdas. Não tem sido fácil, com tantas provas e pouquíssimo tempo. Cansativo? Demais, porém não é impossível.

Não adianta mais tentar voltar no tempo e mudar nossas ações. O que eu posso fazer, e espero do fundo do meu coraçãozinho que você tenha feito, é continuar, nesses cento e vinte e nove dias restantes, mudando.

Já fazem seis meses desde que escrevi a carta, e posso dizer que a sensação de reler ela foi incrível. Eu realmente me senti numa conversa com meu eu do passado, pude ver o quanto mudei nesse período, como passei a dar importâncias para outras coisas além do enem. E, principalmente, me senti aliviada em ver que consegui passar por tudo isso, que agora acabou.

De fato sentirei falta da escola, das pessoas que conheci, das coisas que aprendi, etc. Mas em saber que estou entrando numa nova etapa da minha vida, me sinto feliz. Sei que alguns objetivos da Gabi de Junho de 2016 não foram cumpridos por mim, mas também sei que ela se contentaria em ver como as coisas se desenrolaram no segundo semestre do ano. E é por isso que a sensação de reler essa carta foi tão única, e eu pretendo escrever uma nova imediatamente, para reler apenas ao final de 2017 (Talvez mostre a vocês novamente). Recomendo que vocês escrevam uma também, vale a pena.

Enfim, chegamos ao fim de mais uma postagem. Espero que vocês tenham gostado, e que tentem externar esse diálogo interior também.

Um xero no coração de todos os que leram até aqui, e obrigada.

Sobre aplicativos para edição

Esses dias eu estava meio nostálgica.

Na verdade, muito nostálgica.

Então pensei em falar sobre aplicativos para edição de fotos.

Tentarei explicar de uma maneira breve: Eu não aguentava mais a falta de espaço para novas fotos/aplicativos/mensagens/etc no meu celular, e resolvi passar as mídias dele para o computador, que é algo que costumo fazer +/- a cada 6 meses. Então, fui olhar as pastas antigas de fotos no meu computador, da época que eu não tinha câmera, meu computador estava quebrado e eu era obrigada a me virar como podia para tirar e editar minhas fotos pelo celular. Isso tudo se passou em 2014.2/2015.1 e, para mim, foi a melhor época para se usar o instagram -Talvez eu fale sobre isso em outras postagens, estou tentando evitar fugir do assunto dessa.

Resumindo, pensando nisso eu decidi fazer esse post e compartilhar um pouco das coisas que eu descobri no mundo mobile durante essa época, porque acho que talvez possa ser útil para alguns de vocês que não possuem tantos recursos. Então, nesse post mostrarei alguns dos meus aplicativos de edição favoritos, e também irei falar um pouco sobre cada.

#1: Superimpose (PAGO):

Disponível para App Store e Google Play.

Resultado de imagem para superimpose

O superimpose é, de todos, o meu favorito. Custa no máximo 5 reais e te permite sobrepor imagens, criação de arquivos png, alterar exposição, saturação, matiz, etc. É um aplicativo super completo e, na época, o que mais usei. Hoje em dia, como voltei a usar o photoshop, não o uso mais com tanta frequência. Porém continua sendo um aplicativo que considero indispensável no meu celular.

#2: vsco (GRATUITO):

Disponível para App Store, Google Play e Microsoft Store.

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Tudo bem, eu sei que o VSCO é um daqueles apps que quase todo mundo já conhece e etc, mas não deixa de ser um dos meus favoritos. Possui uma grande variedade de filtros, gratuitos e pagos. Porém, para mim, o que eu mais gosto sobre o VSCO são as possibilidades de ajustes que ele nos permite fazer nas fotos (E também o grain, sou apaixonada por esse granulado nas minhas fotos).

#3: Picsart (GRATUITO):

Disponível para App Store, Google Play e Microsoft Store.

Resultado de imagem para picsart Para ser bem sincera com vocês, eu não uso mais o Picsart. Isso porque, depois que comprei o Superimpose, não vi muito mais uso para ele. Porém eu sei que nem todos acham válido comprar um aplicativo, e por isso resolvi trazer o picsart. Na minha opinião, é um bom aplicativo que te permite inúmeras coisas. Porém, as ferramentas disponíveis podem acabar tornando mais difícil para alcançar alguns resultados, pois acho elas um pouco mal elaboradas. De qualquer maneira, é um app incrível e eu recomendo a quem ainda tá começando a aprender essas coisas.

#4: Afterlight (PAGO):

Disponível para App Store, Google Play e Microsoft Store.

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Uma das coisas que mais amo sobre esse aplicativo, é a função Fusion, que te permite criar seus próprios filtros e etc. Em questão de ajustes nas fotos, o afterlight é meu app favorito, perdendo apenas para o grain do VSCO (Sério, amo fotos granuladas). Já sobre os filtros, eu não posso dizer que gosto bastante deles. Ao meu ver eles sempre deixam minhas fotos com uma tonalidade estranha de verde ou roxo, e eu não curto tanto assim.

Então queridos, isso é o que eu tenho para vocês hoje. Espero muito que eu consiga ter ajudado vocês em algo, de verdade. Comentem suas dúvidas e opiniões, e me avisem se tiverem gostado desse tipo de post, que me esforçarei para trazer mais coisas assim aqui para vocês.

Muito obrigada aos que leram até aqui,

e um xero no coração de todos vocês.

Sobre nu artístico.

Acho que nu artístico seria um tema interessante para minha primeira postagem aqui.

Talvez porque eu tenha passado por um desses muito recentemente.

Tirando as fotos, claro.

Não que haja algum problema em ser fotografada nua (ou nu).

Porém eu não faria.

Gostaria de deixar bem claro a todos que estão lendo esta postagem, que tudo isso é a MINHA visão do ocorrido, e vocês muito provavelmente terão uma reação diferenciada se um dia passarem pela mesma situação. Afinal, a minha reação não seria minha reação se não fossem por todos os tabus que existem (Acho que agora posso conjugar esse verbo no passado) em minha mente. E vocês com toda certeza não possuem os exatos receios/liberdades que eu. Não que eu seja muito diferente ou conservadora, mas ninguém possui a mesma linha de pensamento que o outro. Ou pelo menos eu acho que não. Vocês podem achar que sim.

De qualquer maneira, o importante é que recentemente eu fiz um nu artístico usando tintas neon. Foi interessante.

Então, vamos falar sobre nu artístico. A ideia quem teve foi minha amiga Clara, na realidade se não fosse por ela eu acho que eu nunca teria feito isso -Pelo menos não num futuro próximo. Mais ou menos no início do ano ela veio me perguntar se eu toparia fazer as fotos dela porque nós éramos consideravelmente próximas e ela confiava em mim -Nem preciso dizer que ficamos bem mais amigas depois disso, certo?-. Eu fiquei super constrangida, porém aceitei porque sou uma pessoa um tanto quanto empolgada quando o assunto são fotos, e essa ideia me animou bastante com as inúmeras possibilidades.

Depois disso, creio que se passaram um ou dois meses nos quais a ideia foi deixada de lado, porque nós estamos no terceiro ano e a adaptação à rotina não foi nem um pouco fácil. Foi apenas em junho que nós voltamos a conversar sobre o assunto e acabamos decidindo por tinta neon -Ela porque achou legal, e eu porque pensei que a situação seria menos vergonhosa se tudo estivesse escuro. O mês de junho acabou em conjunto com a maratona de provas à qual fomos submetidas, porém Julho chegou para mim com inúmeros imprevistos, o que resultou com que as fotos tenham sido tiradas apenas em agosto.

No quinto dia do mês de Agosto, finalmente, conseguimos nos reunir na minha casa -Eu, Mariana que se encarregou da arte, Clara e Vitória. Com tintas e luz em mãos, isolamos meu quarto de qualquer luz externa e substituímos a lâmpada comum pela negra. Depois disso, começamos a maquiagem nas duas, eu em Vitória e Mari em Clara.

Para ser bem sincera com vocês, Vitória nem mesmo ia ficar nua. Comecei a maquiagem nela com intenção de fazer apenas a parte facial, para tirar fotos dela enquanto Mari terminava a maquiagem de clara. Porém, creio eu que por conta do clima em que estávamos -No quarto escuro com luz negra e a visível empolgação e vontade que Clara tinha de tirar logo as roupas- ela acabou decidindo tirar a blusa também, e logo depois o sutiã.

Assim que as meninas tiraram as roupas, o constrangimento era a única coisa que estava presente no quarto. Elas ficaram mais tímidas que o normal, e por um momento eu comecei a questionar se deveria mesmo ter concordado com aquilo. Porém meus questionamentos se foram tão rápido quanto eu fiquei empolgada ao ver os resultados das fotos. Cerca de meia hora depois, eu já tinha voltado ao meu normal, mandando elas fazerem determinadas poses e expressões faciais.

Concluindo, a experiência valeu a pena. Os resultados foram ótimos e, além disso, arrisco dizer que nos tornou ainda mais próximas. Para falar a verdade, eu ainda espero poder fazer mais ensaios nesse estilo e estou até planejando alguns (Que pretendo sim mostrar a vocês).

Espero do fundo de meu pequeno coração que vocês tenham gostado -Nem que seja um pouco- dessa postagem sobre um assunto “polêmico”. Aliás, espero que gostem também dos resultados, que estarão no fim da postagem. Se ficaram interessados pelo assunto, e desejarem que eu o aborde mais vezes durante essa tentativa de blog, avisem nos comentátios. Enfim, um ‘xero’ no coração de todos os que leram até aqui, e até a próxima.